“Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar teu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher o espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas.
“E a gente sempre acaba voltando pro mesmo lugar, pra mesma estação de trem, pras mesmas esperanças, pras mesmas lembranças. E pra mesma expectativa de que podemos dar certo novamente. E a gente sempre acaba colocando fé onde não têm e a gente sempre acaba e desgasta com todo o nosso amor impulsivo, imprudente e precipitoso. E a gente sempre acaba desistindo, cedendo, abandonando a nós mesmos. A verdade é que somos estúpidos por ainda acreditar, por ainda crer que podemos regredir e fazer voltar o tempo para desdizer e negar o que falamos, o que fizemos. E a gente sempre acredita nessa história fantasiosa do para sempre. E a gente sempre acaba voltando para esse ciclo vicioso de lenga-lenga, de vai e volta, de sim ou não. E a gente sempre acaba com várias interrogações em mente, várias reticências e várias dúvidas e incertezas. E a gente sempre acaba.
Ariel S. (doce-inverno)
“E eu continuo indo, seguindo meu caminho. Mudando, errando, mas principalmente, aprendendo com o que eu erro. Não me preocupo se minha evolução é lenta, contanto que ela seja pra melhor.
“Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício nenhum.